Talvez amar alguém seja o único ponto de partida para tornar nossa a nossa vida.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Minha autonomia


Fico aqui nessa sociedade, aprisionado.
Mas vou me libertar, ágora, novamente.
Nessa sociedade da passividade
Que os Homens se tornam borboletas.

Esta faltando carne
Esta faltando caninos
Esta faltando Homens
Homens com caninos que comem carne.
Dilaceram meia-verdades
Falta agressividade, sangue, socos filosóficos.
A burocracia da organização do papel
Branco, certo, morto, pobre
Dialético
Transforma a vida, sangue em fel.

Pessoas medíocres
Que comem alface por ignorância
Que lutam por um niilismo que lhes é conveniente
Quando a verdadeira luta é dura de mais
E precisa de Homens
E não roupinhas coloridas, alternativas
Com cheiro de maconha e aceitação

É preciso de punhos
Homens que ergam suas mentes.
Embainhe suas genealogias
Saiam das suas meses
Dos seus concursinhos públicos
E lutem de mãos dada a existência.

Poderia juntar as mãos e orar
Mas meus punhos estão erguidos para lutar!

Vinícius Alves

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Transcendência




Ouvi um monge a falar um dia
E sua palavras de calma
E do seu encontro no desapego e no controle da mente.
Foi que eu pensei
Essa forma é niilista
Haviam outras formas de mais em mim
A forma psicca
A forma antropologica
A forma evolucionista
A forma cientifica
A forma artista
Então eu percebia a minha transcendência máxima
Que não vinha do vazio
Não vinha do puro eu!
Vinha da complexidade
Vinha do Full On
Penta


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Não preciso ou quero "ser" feliz


Não quero ser feliz

Não quero ser feliz
Não quero ter um carro, não preciso de um carro
Não quero ser correto quero ter preconceito
Quero roubar, quero matar alguém
Não quero ter paz, quero guerra, to cansado de passividade.

Não quero comprar nada, quero caçar
Não quero ter amigos, quero amar profundo, inteligentemente
Não  preciso de deus muito menos de Jesus ou morais
Não preciso de dinheiro, só preciso de contato imediato
Contato, sentido, afeto!
Não preciso de emprego, preciso produzir vida pulsante.

Não preciso de mãe
Não preciso de pai
Não preciso de "um amor"
Não preciso de liberdade muito menos pura alegria
Talvez precise sofrer, como agora.
Que agonia depressiva!

Sentindo essa passividade nas ruas melancólicas
A morte da complexidade!
Sentir essa época mediócre, chuvosa, enfadonha
Aonde as pessoas saem as rua pra mostrar todo o seu desprezo
Todo o seu desprezo pela vida em compras
Compras e mentiras e opiniões mal formadas,

Minha linda cidade parece que chora.
Lágrimas molhadas de solidão, esperanças frustradas
Ela parece não acreditar em presenciar tal falsidade.
Tal capacidade dos seus filhos em conseguir destruir
Desorganizar, desestruturalizar todas as verdadeiras essências da vida

Desculpe mãe, não chora!
Desculpe sou pequeno de mais, meus pequenos braços querem muito
Lhe dar um grande abraço reconfortante.
Não consigo!
Desculpe mãe
Desculpe


Vinicius Alves de Moraes

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A vida dos peixes (La vida de los peces)



Ser humano

Como vc é lindo
Sua aflições, seus olhares, sua mente perturbada!
Fico a lhe olhar horas, repetidamente
Percebendo em seus olhos, lágrimas e ou alegrias
Ou desejos, preocupações!

Vc é tão complexo e seus sistemas
Que parecem não ter fim!
Que bicho, que bicho formidável, ho vida
Ficaria por horas a te perceber
E a lhe fazer carinho!

Onde o complexo e o simples
Podem ser simples e complexos
E ao mesmo tempo quando se percebem complexo
Se cai em desalento!

Ho, olhares, ho boca, ho lingua!
Caminha sobre suas duas lindas pernas
Toca com seus macios e sensíveis dedos

No fundo te dou uma abraço
Por um dia lhe darei a mão.
Para juntos passear com aquela linda moça ali!
Vem
Vem vida, vamos!

(Vinicius e a vida dos peixes)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Lacrimosa



Rezando pela vida em sua essência!
Suplicando pela mulher pela mãe.
Pela linda mulher amante que me produz em ser.
Sentidos e felicidades em lacrimas escorridas pela alma

Onde se encontra tanto prazer e tão igual beleza
Por entre seus braços, suas mãos, suas pernas.
O sentido da vida ate parece real, único, felicidade.
Mas é o sentido do prazer harmonizado a verdade.

Serei a luz
Serei a boca em seus seios
A lança do seu lutador mais forte
Lhe sublimarei em magia, em alquimias.
Verdades que ainda não conhece.

Lindas, lindas mulheres
Em sua gigantesa.
Seu corpo e sua alma me seduz

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Parabéns criançada!

Sinto uma aparência tristonha no mundo, um braço passa despercebido, não enxergo os detalhes me roubaram os olhos. Não sinto falta da minha infância. Não sinto falta da minha solitária, boba, insípida infância.
Na verdade, mesmo, vejo um mundo de crianças. Crianças ciumentas, crianças possessivas, crianças orgulhosas, crianças nazistas, crianças perdidas, crianças manchadas de sangue.
Queria era mesmo sair na rua e ver HOMENS, ver força, perceber caráter, honra, dignidade, sabedoria, guerra. Eu queria muito, guerra. Guerra e menos tapas de luva, menos panos quentes, menos mediocridade nas relações.
Só vejo bichinhas coloridas, e bichinhos.
Sinto falta do HOMEM que vejo no cinema do Aronofisky.

Feliz dia das crianças!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Me leva, me toca, me senti, me perca. Sintamos então!



E tudo fica pequeno!

As coisas perdem o sentido
E tudo fica pequeno!
Minhas palavras perdem o sentido
A lista de execício perde o sentido.
As palavras perdem o poder de definir

O medo perde o sentido
Existir toma um novo significado
As coisas parecem não ter mais precisão, limites.
Uma vida tão intensa assim

Um beleza tão grande só poderia ser.
Só poderia ser aquela arte.
Só poderia ser aquela arte que fala de outras.
Aquela arte que toca todo sentido e toda somática.
A arte que não quer aparecer
A que mostra escondido os maiores desmodelos

Me resta sentir o seu símbolos
Me tenha a loucura
O significado da existência
Pura, sublime, suprema
O significado de tanta beleza.

link vídeo original http://vimeo.com/27949634